Recentemente inseri um HD que reaproveitei de outra máquina em meu servidor linux. Este servidor não tem interface gráfica, para melhorar o desempenho. Assim todo acesso a ele é feito via SSH.
Como o disco foi reaproveitado, ele já estava formatado com NTFS, contudo eu quero que ele utilize ext4. Como fazer isto?
Como dá para ver na imagem, o fdisk dá para a gente as partições do disco. O fdisk é meio antigo, e tem algumas coisas que não estão atualizadas. Duas boas opções para formatação são utilizar mkfs ou parted. O parted é interessante pois ele tem uma interface de texto que facilita a execução dos comandos, quando a gente não sabe bem como fazer para funcionar. Contudo é maior que o mkfs, e portanto está é normalmente a opção mais viável em um servidor de rede.
No meu caso o mkfs já está até instalado, e portanto eu só tenho que rodá-lo. Primeiro vamos ver o help (imagem abaixo). Parece relativamente fácil.
Como eu sei que a partição que quero formatar é sdb1, basta rodar:
Vemos que o comando de formatação concluiu com sucesso.
Agora é só montar.
domingo, 21 de outubro de 2018
Como listar os HDs conectados via USB
Imagine que você quer listar um HD que você acabou de conectar via USB.
Você deu o comando dmesg mas não conseguiu identificar o disco rígido no meio daquela quantidde de informação que o comando retorna.
Você tentou df e mount, mas também sem sucesso, pois o seu disco não foi montado automaticamente e portanto não irá aparecer nestes comandos.
Um dos jeitos de obter esta informação é procurar nas propriedades udev dos dispositivos.
O loop abaixo (basta copiar e colar no terminal) lista os discos encontrados.
Você deu o comando dmesg mas não conseguiu identificar o disco rígido no meio daquela quantidde de informação que o comando retorna.
Você tentou df e mount, mas também sem sucesso, pois o seu disco não foi montado automaticamente e portanto não irá aparecer nestes comandos.
Um dos jeitos de obter esta informação é procurar nas propriedades udev dos dispositivos.
O loop abaixo (basta copiar e colar no terminal) lista os discos encontrados.
for device in /sys/block/*; do
if udevadm info --query=property --path=$device | grep -q ^ID_BUS=usb
then
echo $device
fi
done
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
Sincronizar arquivos com Google Docs - outra opção
Vimos em um post anterior como instalar um programa no Ubuntu para sincronizar seus arquivos com o Google Drive. Existe uma outra opção que está disponível a partir do Ubuntu 16. Ela pode ser configurada utilizando a Central de Configurações do Gnome. Ele é acessível utilizando o programa
Ao abri-lo você deve selecionar a opção Contas online. No Ubuntu 18 a tela está mostrada abaixo.
Selecione a opção Google. O autenticador do Google será aberto. Entre primeiro com o seu usuário e seu email.
Se você possui autenticação dupla, um terceiro passo é necessário. Digite o código de autenticação e siga em frente.
Agora você precisa autorizar o Google. Clique em permitir.
Finalmente você precisa indicar o que você quer que o Ubuntu utilize. No nosso caso é somente arquivos.
Pronto. Agora no Nautilus tem uma nova opção.
Ao clicar nela, o Ubuntu monta o Google Drive e você pode atualizar normalmente os seus arquivos.
Você irá notar que documentos e planilhas criadas através do Google Docs, Google Spreadsheet, etc. também são sincronizados.
Contudo no Nautilus, estes arquivos não possui uma extensão, então você não conseguirá abri-los com duplo clique.
Ao abri-lo você deve selecionar a opção Contas online. No Ubuntu 18 a tela está mostrada abaixo.
Selecione a opção Google. O autenticador do Google será aberto. Entre primeiro com o seu usuário e seu email.
Se você possui autenticação dupla, um terceiro passo é necessário. Digite o código de autenticação e siga em frente.
Agora você precisa autorizar o Google. Clique em permitir.
Finalmente você precisa indicar o que você quer que o Ubuntu utilize. No nosso caso é somente arquivos.
Pronto. Agora no Nautilus tem uma nova opção.
Ao clicar nela, o Ubuntu monta o Google Drive e você pode atualizar normalmente os seus arquivos.
Você irá notar que documentos e planilhas criadas através do Google Docs, Google Spreadsheet, etc. também são sincronizados.
Contudo no Nautilus, estes arquivos não possui uma extensão, então você não conseguirá abri-los com duplo clique.
Sincronizar arquivos com Google Docs
O Google Drive oferece funcionalidade para fazer backup de seus arquivos no Google Cloud. Isso pode ser feito manualmente ou automaticamente.
Manualmente, você deve abrir o site utilizando seu navegador preferido e fazer o upload dos arquivos manualmente (por exemplo, arrastando e soltando na pasta desejada).
Este não é um bom método se você tem muitos arquivos, e se deseja mantê-los sincronizados sempre.
Um jeito de fazer isto automaticamente é utilizando um programa chamado Grive2.
Grive2 é uma ferramenta que permite fazer backup de seus arquivos no Google Drive.
Para instalar Grive2 no Ubuntu (testei no 16 e 18), você precisa fazer os seguintes passos no terminal:
Siga os passos indicados nos passos para finalizar a instalação.
Agora você precisa criar um diretório local que será sincronizado com o Google Drive.
Vamos criar por exemplo um diretório google no home do usuário e inicializar a chave de conexão.
Este último comando irá fornecerá um URL do Google que gera um token exclusivo. Este token é usado para sincronizar dados entre seu computador e o Google Drive, sem que você precise ficar digitando usuário e senha.
Você deve ver algo como a mensagem abaixo. Você deve copiar no navegador da Internet a URL gerada pelo Grive. Note que o programa fica esperando que você digite um código de autenticação no terminal.
-----------------------
Please go to this URL and get an authentication code:
https://accounts.google.com/o/oauth2/auth?scope=https%3A%2F%2Fwww.googleapis.com%2Fauth%2Fuserinfo.email+https%3A%2F%2Fwww.googleapis.com%2Fauth%2Fuserinfo.profile+https%3A%2F%2Fdocs.google.com%2Ffeeds%2F+https%3A%2F%2Fdocs.googleusercontent.com%2F+https%3A%2F%2Fspreadsheets.google.com%2Ffeeds%2F&redirect_uri=urn:ietf:wg:oauth:2.0:oob&response_type=code&client_id=22314510474.apps.googleusercontent.com
-----------------------
Please input the authentication code here:
Tendo cadastrado o token de autenticação, você pode sincronizar com o Google Drive.
Toda vez que você quiser sincronizar deve executar os comandos seguintes:
Manualmente, você deve abrir o site utilizando seu navegador preferido e fazer o upload dos arquivos manualmente (por exemplo, arrastando e soltando na pasta desejada).
Este não é um bom método se você tem muitos arquivos, e se deseja mantê-los sincronizados sempre.
Um jeito de fazer isto automaticamente é utilizando um programa chamado Grive2.
Grive2 é uma ferramenta que permite fazer backup de seus arquivos no Google Drive.
Para instalar Grive2 no Ubuntu (testei no 16 e 18), você precisa fazer os seguintes passos no terminal:
sudo add-apt-repository ppa:nilarimogard/webupd8
sudo apt-get -y update
sudo apt-get -y install grive
Agora você precisa criar um diretório local que será sincronizado com o Google Drive.
Vamos criar por exemplo um diretório google no home do usuário e inicializar a chave de conexão.
mkdir ~/google
cd ~/google
grive -a
Este último comando irá fornecerá um URL do Google que gera um token exclusivo. Este token é usado para sincronizar dados entre seu computador e o Google Drive, sem que você precise ficar digitando usuário e senha.
Você deve ver algo como a mensagem abaixo. Você deve copiar no navegador da Internet a URL gerada pelo Grive. Note que o programa fica esperando que você digite um código de autenticação no terminal.
-----------------------
Please go to this URL and get an authentication code:
https://accounts.google.com/o/oauth2/auth?scope=https%3A%2F%2Fwww.googleapis.com%2Fauth%2Fuserinfo.email+https%3A%2F%2Fwww.googleapis.com%2Fauth%2Fuserinfo.profile+https%3A%2F%2Fdocs.google.com%2Ffeeds%2F+https%3A%2F%2Fdocs.googleusercontent.com%2F+https%3A%2F%2Fspreadsheets.google.com%2Ffeeds%2F&redirect_uri=urn:ietf:wg:oauth:2.0:oob&response_type=code&client_id=22314510474.apps.googleusercontent.com
-----------------------
Please input the authentication code here:
Será solicitado que você conceda permissão ao Grive para acessar seu Google Drive e depois de clicar em Permitir acesso. Uma que você permitiu o acesso, você verá uma chave privada ou token que você deve inserir no terminal.
Tendo cadastrado o token de autenticação, você pode sincronizar com o Google Drive.
Toda vez que você quiser sincronizar deve executar os comandos seguintes:
cd ~/google
grive
Você pode automatizar a sincronização colocando estes comandos em um script no crontab.
Note que o grive não é executado automaticamente quando você altera um arquivo local ou remoto. O comando precisa ser chamado explicitamente para poder sincronizar.
Note então que o programa grive deve ser rodado dentro do diretório raiz de sincronização. Ele não funcionará em outro diretório, nem mesmo dentro de um subdiretório dentro do raiz. Por exemplo se você tiver um subdiretório ~/google/docs, os comandos abaixo não funcionarão
cd ~/google/doc
grive
cd ~
grive
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Instalar Adobe Acrobat Reader no Ubuntu
O processo de instalação descrito a seguir foi testado no Ubuntu 18.04.
Primeiro precisamos instalar algumas dependências:
A seguir baixamos o pacote .deb do acrobat reader. Isto pode ser feito utilizando a linha de comando abaixo ou via navegador. Utilizar o navegador tem uma vantagem que é que você pode conferir se está baixando a última versão ou não. No dia da criação deste post a última versão era 9.5.5. Se você não tiver o wget, ele pode ser instalado usando "apt-get install wget".
Primeiro precisamos instalar algumas dependências:
sudo apt-get -y install libxml2:i386 gdebi-core
A seguir baixamos o pacote .deb do acrobat reader. Isto pode ser feito utilizando a linha de comando abaixo ou via navegador. Utilizar o navegador tem uma vantagem que é que você pode conferir se está baixando a última versão ou não. No dia da criação deste post a última versão era 9.5.5. Se você não tiver o wget, ele pode ser instalado usando "apt-get install wget".
wget ftp://ftp.adobe.com/pub/adobe/reader/unix/9.x/9.5.5/enu/AdbeRdr9.5.5-1_i386linux_enu.deb
Para instalar use o comando abaixo. Ele irá instalar também um monte de dependências. Note que você deve utilizar o nome correto do arquivo que baixou, no meu caso foi AdbeRdr9.5.5-1_i386linux_enu.deb.
sudo gdebi AdbeRdr9.5.5-1_i386linux_enu.deb
Siga os passos da instalação e pronto. Para chamar o programa, use
acroread
Com ele aberto você pode fixá-lo na barra lateral do dock (favoritos).
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Erro na Lista de pacotes com apt-get
Ao tentar utilizar apt-get para atualizar os pacotes em um computador (um raspberry se você reparar no erro), me deparei com o seguinte erro:
O primeiro comando deve apresentar um aviso pois ele tentar apagar alguns diretórios. Não se preocupe, os diretórios não precisam ser removidos.
Os demais criam a lista e pronto. Tudo deve funcionar.
Opa!
Em algumas máquinas bastaram os comandos acima, mas teve uma que apresentou o seguinte erro:
Neste caso a solução já está na mensagem de erro, bastou rodar o comando abaixo e funcionou.
Lendo listas de pacotes... Erro!
E: Encountered a section with no Package: header
E: Problem with MergeList /var/lib/apt/lists/raspbian.raspberrypi.org_raspbian_dists_stretch_non-free_binary-armhf_Packages
E: As listas de pacotes ou os arquivos de estado não puderam ser analisados ou abertos.
Mesmo tentando usar a opção --force, não funcionou.
Resolvi da seguinte forma, removendo e reinstalando as listas.
Parece meio drástico, mas foi bem simples.
Para isto você precisa entrar como root na máquina (ou use sudo su para virar root).
Parece meio drástico, mas foi bem simples.
Para isto você precisa entrar como root na máquina (ou use sudo su para virar root).
Assim no terminal como usuário root entre com os seguintes comandos:
$ rm /var/lib/apt/lists*
$ rm /var/lib/apt/lists/partial*
$ apt-get -f install
$ apt-get clean
$ apt-get update
$ apt-get upgrade
O primeiro comando deve apresentar um aviso pois ele tentar apagar alguns diretórios. Não se preocupe, os diretórios não precisam ser removidos.
Os demais criam a lista e pronto. Tudo deve funcionar.
Opa!
Em algumas máquinas bastaram os comandos acima, mas teve uma que apresentou o seguinte erro:
E: Falhou ao buscar http://mirror.ufam.edu.br/raspbian/raspbian/pool/main/s/systemd/systemd_232-25+deb9u4_armhf.deb Conexão falhou [IP: 200.129.163.17 80]
E: Impossível buscar alguns arquivos, talvez executar apt-get update ou tentar com --fix-missing?
root@casahd:/var/lib/apt# apt-get -y upgrade --fix-missing
$ apt-get upgrade --fix-missing
Editor padrão via SSH para crontab
Eu uso bastante o linux remotamente utilizando SSH.
Recentemente precisei editar o crontab de uma máquina remota.
Pensei é fácil, basta utilizar "crontab -e" o vi vai abrir e pronto!
Não foi bem assim, na máquina remota o editor padrão era o Visual Studio Code e ele abria a interface gráfica na minha máquina, em uma conexão VPN bem lenta.
Como trocar isto!
Utilize o comando which para saber onde está o caminho completo do vi, como mostrado abaixo.
Depois é só definir a variável de ambiente chamada EDITOR.
Veja que você pode exportar de duas formas. A primeira funciona se o caminho existir (no meu caso existe) e a segunda é garantido pois você informa o caminho completo.
Para tornar esta alteração permanente no Ubuntu, você pode editar o arquivo .profile no raiz do seu usuário.
Uma outra opção é utilizar o comando "select-editor", contudo ele não funcionou em todas as máquinas que testei.
Recentemente precisei editar o crontab de uma máquina remota.
Pensei é fácil, basta utilizar "crontab -e" o vi vai abrir e pronto!
Não foi bem assim, na máquina remota o editor padrão era o Visual Studio Code e ele abria a interface gráfica na minha máquina, em uma conexão VPN bem lenta.
Como trocar isto!
Utilize o comando which para saber onde está o caminho completo do vi, como mostrado abaixo.
Depois é só definir a variável de ambiente chamada EDITOR.
export EDITOR=/usr/bin/vi
Para tornar esta alteração permanente no Ubuntu, você pode editar o arquivo .profile no raiz do seu usuário.
echo "export EDITOR=/usr/bin/vi" >> ~/.profile
Uma outra opção é utilizar o comando "select-editor", contudo ele não funcionou em todas as máquinas que testei.
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